Domingo, Junho 28, 2009

Danielices

Que tipo de idiota chora litros no capítulo final de Grey's Anatomy?

Cadê?

D*us sabe o quanto tem sido impossível sentar, abrir o blogger e escrever. Não que a vida esteja pendurada em um dos dois extremos da vida: felicidade intensa ou tristeza profunda. Não. Nem um nem outro.

Também não estou vivendo em demasia, tampouco deixando o mundo correr lá fora sem mim. Não estou trabalhando como uma louca, não estou saindo desesperadamente, não estou viajando em missões estapafúrdias. Nada disso.

Na verdade, eu não sei. É como se eu estivesse vazia. Como se cada palavra que coloco aqui fosse fazer falta aqui dentro. Como se eu arrancasse a fórceps cada frase. Como se cada sentença fosse me condenar.

Então eu sumi. Não venho aqui, não vou ao fotolog, nem ao orkut, nem a lugar nenhum. Aliás, mesmo das pessoas daqui de fora eu sumi.

Estou em suspenso. Estou esperando que essa entresafra vá embora, e que eu tenha coragem para voltar a alimentar meu blog com palavras, meu fotolog com fotos, meu orkut com a minha presença.

Enquanto isso, peço desculpas a quem aqui chega e não me encontra. É quase como convidar um amigo para visitar sua casa e sair, deixando a visita só com as sombras dos móveis, a poeira que se acumula pelos cantos, as cortinas cerradas.

Sábado, Junho 06, 2009

"Seu guarda, eu não sou vagabundo..."

Meio mundo tem Tico e Teco como neurônios residentes. Eu tenho Bruno e M*arrone, que vivem dormindo na praça, pensando nela (os neurônios pensam nela, não eu).

Calha que hoje, citando os supra referidos para Sr. Namorado, a cabeça sacudiu, e do nada comecei a cantar a música mais famosa da dupla. Bruno e M*arrone, que passam a vida a cochilar no assento único da desoladora paisagem árida que é o meu cérebro, acordaram, e passam agora o tempo a explicar para um guarda imaginário (eu não tenho três neurônios) que não são vagabundos, nem deliquentes, são só dois caras carentes.

E eu? Eu funciono como caixa de som para eles, e cantarolo que nem doida "Seu guarda, eu não sou blá blá blá".

Suspiro.

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Sr. Namorado acaba de sair para o Aurora (Eew, nojinho!), filha dorme tão pesado que se entrar o Olodum no quarto ela não acorda. E eu? Eu estou com uma garrafa de um litro de Coca Zero no congelador, um maço e meio de cigarros, tempo livre, 10 episódios de Ally McBeal no pc, barriguinha cheia e Dj Tiësto no Utube.

Sério: alguém pode pedir mais para ser feliz?

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Amo!



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Oi, eu sou Daniela, dentro de exatos dez dias faço 33 anos, deveria estar trabalhando neste exato momento, mas estou aqui, no Tube, me divertindo.

/culpa

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Então, aniversário. Ao contrário da geral, eu adoro fazer aniversário. Conto pra todo mundo, do trocador do ônibus ao chefe, passando pela moça do carrinho de café e vizinhos.

O estranho da história é que há trocentos anos eu não faço festa. Muitos, muitos anos mesmo. Nem me lembro da última. Sempre me reúno com pouquíssimos numa mesa de bar, tomo cerveja, rio, olho com um orgulho do tamanho do mundo para os meus amigos, e penso que é uma proeza reunir pessoas tão diversas no meu entorno.

E aí ontem surgiu a idéia de fazer festa. Festão mesmo, zilhares de convidados, comida, bebida, música. Pensei na casa de eventos do meu amigo-querido-companhia-do-almoço-de-ontem. Pensei na minha casinha. Casa da minha mãe. Casa da mãe Joana.

Aí pensei também que o salário só sai quatro dias depois da data festiva — e não, não vou te emprestar dinheiro. Aí pensei que trabalho no dia seguinte. Não só eu, aliás, mas o mundo. Nem quero chegar na produtora com cara de quem passou a noite dentro de uma betoneira funcionando, nem desejo isso para os meus.

Resultado?Mantendo a tradição secular, vou me reunir numa mesa pequena no dia 16 de junho, tomar cerveja e rir com os meus, e mais uma vez morrer de orgulho das pessoas que conquistei ao longo dos anos.

Quer ir? Deixa recado que eu dou o endereço.

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O vídeo é lindo, e a música gruda na cabeça.



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Estou falante, hoje, né? É a Coca Zero...

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Hum, sinto cheiro de tatuagem nova no ar... Ah, dia do salário que não chega...

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"Somos o que há de melhor..."

Ressucitei Engenheiros do H*awaii na minha vida. Porra de UTube

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Poliglota

.Intermediário em INGLÊS
.Básico em ESPANHOL
.Leitura de FRANCÊS
.Fluente em BALEIÊS

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Pergunte a Lourinha se não vim falando em baleiês todo o caminho do mercado para casa.

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Patético é tropeçar e cair na rua. Você imagina então o que é tropeçar e cair num mendigo?

Não, ainda não, mas foi por pouco. Parei quase com o pé em cima dele, o fedido meu vizinho. Nove da manhã e o bonito ainda dormia?

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Um recado particular

Moça, vi seu "mayday", e não pude responder porque no momento exato eu tentava manter a cabeça fora da linha d'água. Devo ficar afastada dos bons botecos do ramo por algum tempo também, o que nos torna excelentes parceiras de Coca Cola.

Sim, continuo afogando, mas amanhã, para o melhor ou para o pior, saio de dentro d'água.

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De qualquer maneira, eu desejo, com toda a franqueza, que o Tsuru bata as asas e leve felicidade para os que estiverem perto.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Trabalhando

Falando muito francamente, eu MORRO de medo do Access 2007. Pronto.

Agora tenho que arranjar outro método para montar o banco de dados.

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Estou exausta. Emocionalmente exausta, fisicamente esfalfada, sem vida social, sem ver meus amigos, sem nada. Tenho sono o dia inteiro, e quando enfim deito à noite, a sensação é de que as seis horas de sono que me aguardam são apenas 1/4 do que eu precisaria para minimamente começar a me recuperar.

Mas não é queixa. Estou trabalhando, coisa que verdadeiramente adoro, vou colocar a vida em ordem e fim. Dormir? Ah, quando morrer.

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Ana Maria B*raga brigou com o figurinista. Só pode. Mágoa de caboclo é a única coisa que explica essa calça positivamente horrenda.

Quinta-feira, Maio 21, 2009

"Todos querem algo, sangue ou não sei quê..."

"Todos querem algo, sangue ou não sei quê..."

Isso é viver de produção. Todo mundo quer alguma coisa. Roteiros, comida, ferramentas, fitas, paz. Sangue ou não sei quê.

Hoje eu queria uma praia de areias branquinhas, água azul, um coqueiro, uma chaise longue, 23 graus embaixo do sol, drinks tropicais, variados, coloridos e fortes, e uma musiquinha mexicana de fundo, bem baixinha silêncio absoluto.

Fazer cinema é muito chato, é a arte de aborrecer as pessoas. Amo, absolutamente amo fazer televisão, amo a dinâmica, o processo, a celeridade. Amo a correria, as longas horas de trabalho initerrupto, os almoços em pé (ou no chão da praça, qual mendiga).

Mas cinema? Cinema são horas de ensaio, de repetições, de preparo da luz, do cenário. É boletim de continuidade, de áudio, de câmera. É burocracia pura.

Bom, talvez essa seja a visão de quem é cria do frenesi da TV. De quem ainda não descobriu a poesia da realização em 35 mm. De quem prefere ver filmes em casa, enroscada np edredon, e não num cinema lotado de gente comendo pipoca, fazendo ruídos desagradáveis de mastigação, e gritando nas partes erradas.

Sei lá. Gosto da equipe, mas viva a televisão, viu?

Terça-feira, Maio 05, 2009

De volta, e outras coisas

De volta à produção de Náufragos, que tive que deixar de lado em fevereiro, por motivo de força maior. De volta à mais querida equipe de trabalho, ao roteiro que adoro, ao lugar de onde eu nunca quero sair.

Não, não propriamente o cinema, e que me desculpem os puristas, acho até meio porre de fazer. Eu nunca deveria ter saído era dos sets de gravação e filmagem. Nunca, em tempo algum. Meu lugar é atrás das câmeras, dos fresnéis, dos kinos. Meu lugar é mofando enquanto repete-se a mesma cena duzentas vezes; meu lugar é escondida atrás da luz-mosquitinho da câmera. É rindo em silêncio para não vazar no áudio. É parando trânsito, é atrasando trens, é trabalhando 15, 16, 18 horas por dia, e ainda sorrir disso.

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Por que essa declaração de amor toda?

Porque tive um dia de cão, estou com a labirintite atacada, porque sabendo disso tudo, fiz a gentileza de assistir a Grey's Anatomy. Claro que não ia terminar bem, claro que chorei aos haustos, anotei pedaço do texto num envelope roto, tudo para poder discutir com minha terapeuta amanhã.

No meio disso tudo, dona Pequena resolve gripar, e eu perco o sono e choro, sei que quase desespero, e sei bem porquê. Aí, insône, com todas as decisões do mundo tomadas, volto para o computador. E quem está no MSN? Luna, que me faz gargalhar, que levanta minha bola, que me joga pra cima. Luna, o assistente de direção de Náufragos, protagonista de meia dúzia de boas histórias minhas ao longo de... uh... 11 anos, acho, e que comemorou de verdade a minha volta à equipe.

No final, descendo da montanha-russa que foi meu dia — que é a minha vida —, ainda rindo de uma confissão que ele me obrigou a fazer, resgato do fundo da bolsa o mesmo envelope amassado com o texto recém copiado. No verso dele, rabisco o trecho do diálogo-confissão que ainda ecoa na minha mente — e cujo resultado se reflete no meio sorriso que ainda carrego.

E não é que o mundo tomou cores mais suaves?

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Só quando chove é que o mundo lá fora e o mundo aqui dentro se igualam. Só quando chove é que as coisas voltam a fazer sentido. E eu fico mais feliz.

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Na verdade, eu vim pra sala para preparar um email para a Doce M., a quem vou encontrar dentro de menos de 12 horas. Se a conversa com o Luna foi o arremate para a minha noite, o que acendeu a luzinha lá no fim do túnel foi um livro de cabeceira, aberto aleatoriamente por mim, na hora mais louca de escuridão.

Evangelho segundo o Espiritismo.

Daí veio o conselho que eu tanto precisei hoje.

PERDOA.

E era isso que eu queria dividir com ela.

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Tão zureta de labirintite, que se largada for na esquina de casa, sento, estendo a mão e vivo da mendicância, até que alguém me mostre o caminho para o meu prédio.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

Idol

Só eu não tinha visto a Susan Boyle ainda?

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Estou fumando que nem uma caipora, trancafiada em casa (embora tenha conseguido fazer uma desastrada aventura ao Póstudo ontem. Meses para me recuperar...), meio abandonada pela minha Lourinha, que tem pedido reiteradamente para ir para a casa do pai. Sua vontade é soberana, mas e a saudade da mãe, fica aonde?

Em falando nela, desisti do projeto "Realejo". A fantasia de mico ia sair muito cara, e vamos lá: quem ia acreditar na sorte tirada por uma macaca albina com franjas?

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Alguém quer comprar um rim?

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Be double again

É

.Voltar a beber Skol sem queixas, só sorrisos
.Passar a noite de sábado fazendo palavras cruzadas, calados os dois, e nunca ter dividido maior intimidade
.Passar a noite brigando com ele, que se descobre todo, enquanto eu o espero dormir para cobri-lo de novo.
.Mais ou menos acordar com ele cobrindo minhas costas, geladinhas
.Acordar e perguntar o que ele quer de café da manhã. E ir fazer, sorrindo.
.Pensar a cada 7 minutos que foi a melhor coisa que se podia fazer. Sorrir mais um pouco.
.Ponderar seriamente sobre mudar de município
.Fazer planos para uma rave em 6 de junho, só porque ELE quer ir.
.Esperá-lo chegar as quatro da manhã, conversar até as sete, ouvir uma dúzia de coisas legais e dormir sorrindo.
.Olhar detidamente para isso tudo e pensar: "Só vale tanto porque é com ele".

Eternamente até enquanto durar.

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Lua, te ligo amanhã!

Velório

Não, prezado desafeto, ainda não é o meu. Velório é o curta do Reinofy, roteiro lindo que há anos conheço, e que enfim vi numa tela gigante de cinema.

Longos planos, nenhum diálogo, fotografia primorosa, roteiro... bom, sou suspeita, e isso não é uma crítica (TKS, God). É uma declaração de amor a um script bem formatado, bem rodado, bem dirigido, é uma ode ao cinema baianao, ao meu amigo querido e talentoso.

Velório é um soco no estômago. É uma poesia coberta de imagens, imagens simples e poderosas. É a tradução do que todo mundo eventualmente pensa sobre a vastidão — e a pequenez — da própria vida. Depois dos créditos encerrados (já falei que sou viciada em créditos de filme?), luzes acesas, e eu continuava estuporada, sentada ali, vendo a turba pensante subindo lentamente pelas escadas, em forma de onda humana.

Pense comigo, prezado Leitor: no seu caixão, o que não cabe?

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Dentro de dez dias eu vou montr uma barraca de mingau (TDP) na frente de casa, com turbante, vários sabores, e a Lourinha do lado, de quebra, tirando a sorte no realejo.

Dinheiro vai ter que vir de algum lugar.

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Peggy Sue, seu passado a espera

E teve o Nando, o Luna, a Lala, a Déa, a Lilia, o Amadeu, Arnold, Saulo, Reinofy. Teve As Menininhas, não mais tão menininhas, lindas, lindas demais. Passado sanfonado, grudado no presente, fole que não se desdobra, e 12 anos da minha voltaram.

Voltaram fortes, nítidos, filme em película, velho que custa a morrer. Foi mágico, e ao mesmo tempo agridoce. Depois do filme, me fizeram ver mais uma vez que, embora algumas coisas morram rápido — sem perguntas, ainda estou sob a égide da perda —, outras sobrevivem a furacões, terremotos, crises financeiras, e ao tempo.

Algumas coisas sobrevivem ao tempo. Agridoce.

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Em linhas gerais, a vida vai bem, alguns momentos gloriosos, outros que só servem para marcar o ritmo da espera, outros que pontuam a felicidade — Essa ainda meio escassa.

Estou em ritmo de reconstrução. Recontrução de tudo: de vida, de relacionamento, de profissão, de relação com filha, com pais, com aprendizes, mestres e amigos. Mais que isso, estou reconstruindo as pontos que me ligam ao mundo, estou fazendo novos acessos da minha alma para a humanidade.

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E O Moço completou a Maratona de Zurich!!!!! Orgulhosa como mãe de filho recém-alfabetizado!

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Nando, sabe que também ando bebendo suas palavras lá no seu blog??

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Desculpem se estou azeda, mal-humorada, sem fair play, sem bossa nem graça. Viver não é simples, e eu tenho tido uma boa dose dessa premissa. Não é ruim, mas dizer que é um mar de rosas é um exagero criminoso.

Sábado, Abril 18, 2009

50 mil

Visitante número 50.000, identifique-se!

É uma honra tê-lo aqui!

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Que tipo de pessoa de 32-quase-33 urra de alegria quando encontra um site com todos os episódios da Turma do Pato Bill para baixar?

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Catzo!


"Por favor, sugira um remédio que me faça parar de tremer de alegria como um lunático, quando recebo e leio suas cartas... Você me faz uma dádiva tal como nunca sequer sonhei encontrar nesta vida."

Franz Kafka

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Como eu sou repetitiva...


Publicado aqui em 18 de novembro de 2003

Briga, briga comigo e me deixa. E volta pra casa, ruminando dores de amores, enquanto eu saio do trabalho e vou ao encontro dos meus. Me deixa, anda, e fica até essa hora tardia pensando que podia estar comigo! E onde se enfiou essa garota? Me deixa mesmo, e admita, na quinta volta pelo quarteirão, que me ama, e que não adianta brigar consigo mesmo. Admita que me ama, pelo menos pra você mesmo!

Assuma seu amor por mim, assuma que te assusto, aceite que tem medo de me perder. Aceita, homem, a mulher que eu sou. E continua a me amar assim: desafio, carência, paixão, independência e humor. Me ama. Desse jeito torto mesmo. Mas me ama.

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Para registro

Primeiro dia de casaco na minha casa! Ê!

Na boa... Na casa da minha mãe deve estar nevando.

Terça-feira, Abril 14, 2009

Ser solteira é...

.Beber Bavária porque gosta
.Esticar as pernas na cama
.Ponderar se a TV nova vai mesmo pro quarto
.Comprar a camisa do Flamengo no Rio e inaugurar na final da Taça Rio (com todo o sotoque carioca que a terra lá me renovou)
.Morrer de saudade a cada exatos 7 minutos, e ainda assim achar que é a coisa certa
.Reapaixonar por quem já existiu uma paixão, comparar, e saber que nada é tão bom quanto aquele a quem amamos
.Fazer planos para o feriado de 1o. de maio, pesquisar preço de passagens para um luga inóspito, e descobrir que o dinheiro dá
.Ponderar seriamente sobre mudar de cidade e estado
.Pensar nisso tudo e no final dizer: "Vale uma bosta sem ele"

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Al, a anã vem amanhã.

Ecos da viagem

*Aviso que se você for susceptível a humor negro, vá lá em cima no x e clique.

.No ponto, esperando pra ir ao jardim Botânico. Para um ônibus e desce, sustentado por um hippie vendedor de brincos, um deficiente sem as pernas. Se ajeita no skate que trazia embaixo do braço, e pergunta pra gente qual o caminho para a praia. Completamente fanho.

Comento com a minha irmã depois:

— Al, que merda, né? O cara além de aleijado é fanho...
— Fanho??? Eu achei que ele fosse argentino!


O que é pior? Fanho ou argentinho?

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O pior é a sem noção aqui conversando com a cria loura, ainda no ponto:

— Mãe, por que ele perdeu as pernas?

Ato contínuo, sem pensar, porque eu sou desarrazoada, mesmo:

— Porque não guardou no lugar certo.

Vergonha, meu D*us, vergonha.

corta para

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No dia seguinte, Zoológico. Havia uma pomba no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pomba. Vem minha irmã, cheia de alegria, correndo para fazer o bicho voar.

A pomba deu dois passinhos cambaios e tombou de lado. Aleijada da perna E da asa.

— Helga, passando o corre no aleijão?


corta para

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Tia e sobrinha voltaram domingo, mamãe segunda foi pra São Paulo e eu cheguei hoje. Acompanhei mamãe ao aeroporto, tomamos um café, ela embarcou e rumei para o ponto de ônibus, para voltar pra casa.

Começa a tocar no player "You are my first, my last, my everything", do Barry White. Para os adictos, a música do banheiro de Ally McBeal. A música que todos dançam no banheiro. A música que EU dancei no ponto, no meio de todo mundo.

Vergonha, meu D*us!

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E foram dias encharcados de chopp e carinho, afetos e pizzas, primos e abraços. Foram dias de cura, dias de afagos, saudades indo embora, laços estreitados. Dias de finalmente pertencer, de voltar ao lugar que tanto me é caro, de encontrar pessoas que eu amo, e que faço questão de ver a cada temporada no Rio. Dias de achar um pouco de paz sob o olhar atento do Cristo, que lá do alto do corcovado, em tempo algum me perdeu de vista.

Domingo, Abril 05, 2009

Silêncio na Avenida Presidente Vargas...

Mais uma noite de insônia, mais uma noite tentando fazer com que a mente pare um pouco, que os fantasmas parem de gritar, que o silêncio enfim se instaure dentro da minha alma.

Era só iso o que eu pedia. Mas os fantasmas gritam, a cabeça não para. O silêncio veio de onde nunca devia ter vindo: de dentro do peito.

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E aí tenho sonhos com um ex-namorado me convidando para uma festa na Rocinha, deixando para mim vultuosas quantias enroladas num bilhete; uma declaração de amor meio arrevesada e uma passagem de ponte aérea (?) parao Rio.

Ah, o Rio... Já falei que faltam só dois dias?

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Labirintite em estado bruto, fim do documentário-xodó, Rio e meu amigo querido lá... Fim de uma era, e engraçado como as coisas se repetem na minha vida. Parece que nunca saio do vórtice se não der um pulo enorme para cair em outro... vórtice temporal.

E cade força para pular?

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Odeio ir dormir quando ospassarinhos já estão cantando. Cheira a fracasso, sabe?

Quinta-feira, Abril 02, 2009

joão...

...

Você me emociona.

Obrigada por existir.

Tom Cruise, filmes, passado...

Por muito tempo, Jerry Maguire foi uma rferência pra mim. tanto tempo, que acabei esquecendo o porquê. A Grande Virada, mas por que me inspirou tanto? Sabe D*us, mas ainda hoje me atrai o nickname de Jenny Maguire. Subconsicente rocks.

Hoje, entorpecida pela realidade em estado bruto, terminei de ver Vanilla Sky. Soco na boca do estômago. "Eu quero viver a realidade", e a realidade não incluia aquela mocinha linda. Não incluia o amor.

Altura? Realidade. Corpo ao vento. Oitavo andar. Isso tem voltado numa frequencia vertiginosa pra mim, numa sucessão de ir e vir que incomoda. Perda. Dor. Nós.

O quanto se perde numa queda em busca da realidade? Quantas familias são destroçadas num impulso que o corpo dá, espaço afora? Quantas vidas fenecem, e levam tantos anos para se reerguerem?

Não foi um dia fácil. Foi um dia de me deparar com a finitude das coisas, inclusive do projeto-xodó, que deu origem à série. Foi dia de voltar atrás vida afora, não só quatro meses, mas dezesseis anos. Dia sanfonado, passado que se encontrou caprichosamente com presente, e que enfim, ambos, me encontraram tão frágil como fui nos dois tempos. Quatro meses, dezesseis anos.

Esse foi um dia de resgatar contas antigas, não-prescritas. Morte não prescreve. Amor também não. Foi um dia de querere morrer, e ao mesmo tempo de querer colocar a cabeça pra fora da maré e dizer "Gente, eu sobrevivi!!! Me salvem, olha eu aqui!", e sair corajosamente singrando o mar, mesmo que aos solavancos.

Porque eu não desisti de ser feliz.

É minha meta, doa a quem doer.

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Há anos não tinha tanto orgulho de produzir e dirigir um material quanto tive com este de hoje.

Terça-feira, Março 31, 2009

Devagar

Devagar eu vou retomando o ritmo da minha vida. Devagar reestabeleço laços, mando mensagens para amigos, respondo, rio eventualmente com eles. Rir tem sido difícil. O rosto está enferrujado, parece que range quando movimento os músculos da bochecha. Mas é preciso.

Devagar volto a pisar no chão, saindo do sonho de alice, voltando do País das Maravilhas e aterrisando em solo real. Realidade é o que vivo agora, não o período de sonhos que tive nos últimos tempos.

Devagar faço a assimilação, e mais devagar ainda, quase parando, me convenço de que tudo tinha que ser assim mesmo. Certo, certo, vamos preservar a verdade: ainda está longe desse dia chegar. Mas me esforço.

Devagar eu marco o reencontro comigo mesma, não com o monstro que em mim habitou por um breve período. A Daniela de verdade não comete os crimes que eu cometi, nem contra si mesma, nem contra outrem. E eu me declaro culpada.

Devagar, muito devagar, volto a fazer planos de viajar, de mudar de carreira, de enfiar a Lourinha embaixo do braço e mudar de estado. sei lá, voltar pra São Paulo, tentar o Rio (e ser indecentemente feliz até o fim da vida), ou o tocantins... Sei lá.

Devagar eu olho no espelho e tento reconhecer a estranha que me olha de lá. Devagar eu retorno para a terapia, me encharco de remédios, na esperança de um dia achar o caminho que tem meu nome na placa.

Eu não desisto de ser feliz.

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Alguém podia fazer uma rápida prece por mim? sabe como é... quando uma merda vem, ela não vem sozinha, e minha cota estourou...

Terça-feira, Março 24, 2009

Great news (for the good or the bad)

E então eu tenho uma garrafa de prosecco há tempos. Estava guardada para o dia em que eu alugasse meu apartamento. Aluguei, e se a realidade era saborosíssima, isso só foi se desvendando dia após dia. Não abri a bebida.

Aí fui deixando, deixando, e tive uma mega oportunidade em janeiro. Um convite esperadíssimo. Aceitei, mas as condições não eram exatamente as esperadas. Deixei para abrir o prosecco no início de março, quando outra grande notícia me esperava. Claro que, em sendo comigo, nada funciona no tempo esperado. Adiei mais três semanas. Era pra ser ontem o grande dia. O prosecco está gelado. Não foi, deixei pra hoje. Passei o dia comendo que nem uma desesperada (e obrigada, D*us, porque a balança não passa de 62,255 kg), numa ansiedade campeã, para redundar em nada.

Amanhã cedo subo o prosecco para o congelador. Para o bem ou para o mal, de quarta-feira essa garrafa não passa.

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Nesse calor do Senegal, não fazia muito sentido tomar um capuccino pelando. Pra mim fez.

Desenvolvi, nos últimos dois anos, intolerância à lactose. Eu, que a vida inteira fui um bezerrão, viciada química em leite. Não me venha com leite de soja, porque soja não é mamífero, logo, não dá leite (bom, não serve como argumento, porque a cabra é mamífera e eu não chego nem perto do seu leite. Leite = vaca, e fim.).

Paralelo a isso, o paladar enlouqueceu, e nas poucas vezes em que insisti em leite de caixinha, senti gosto de barba de vaca. Só que ainda amo leite, mesmo com o enjoo brutal que me dá. De quando em quando, invisto numa embalagem de 200 ml de Toddynho, e passo enjoada as três horas seguintes.

Sacou a moral da história? Emborquei um capuccino para ficar enjoada enão pensar em comida por um tempo. Murphy, o legislador, ocupa o apartamento ao lado do meu, e calha que hoje não tive enjoo. Não, não estou pensando em comida, mas estou suando que nem cuscuzeira, e feliz porque o leite não fez das suas.

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A cabeça está a milhão, as contas estão atrasadas (só e somente porque "Daniela, a Procrastinadora" anda fazendo suas aparições), estou numa insônia terrível, e meu sonífero preferido, umas latas de cerveja, estão fora do meu cardápio desde sabe-se-lá-quando.

Sério: preciso de dias extras de terapia e uma calibrada na dosagem do remédio.

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Repita comigo: "Quem respeita o tempo, atravessa o oceano de jangada".

Cento e cinquenta vezes.

Quarta-feira, Março 11, 2009

Dia livre para compras

Documentário do Sebrae. Festival de Verão, filmes do MinC, empresa de carnaval. Desde dezembro venho vivendo na correria, e nos últimos 50 dias não me lembro de um final de semana de folga. Folga, folga mesmo, de não me preocupar, de não ter que ir na empresa, de nada.

Então fez-se a mágica. Ganhei 15 dias de vadiagem malemolente. Na volta a gente vê como fica.

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Ironia é quando a música do despertador começa assim:

"Dane-se a hora, se é cedo ou se é tarde..."


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E depois da tempestade, enfim a vida vai-se ajeitando. Puxa um bocadinho de lá, cede um pouquinho de cá, e assim a toalha da mesa vai ficando arrumadinha.

Estou de férias, tentando manter minha filha sob controle, tendo dias de diva no salão, dormindo muito e aproveitando as pequenas-grandes delicadezas do meu namorado.

Por isso ando sumida. Porque a vida enfim tomou um trilho confortável, sem solavancos. Até quando?

Sabe D*us, mas vou curtir até lá.

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Nada

Nada, nada do que eu faça, nada do que eu veja, pense ou eventualmente acredite, diminui essa dor que me assola. Nada.

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

Era a primeira vez que via um morto jogar bola...

João Wainer. Só o nome é poesia. Ele escreve como poucos, e olha que leio muitos. Fotografa como eu gostaria de fotografar. Vive a vida que eu viveria, se não fosse... Bom, se não fosse Daniela.

Não deve ser fácil ser João Wainer, neto da Danuza e do Samuel, poeta da periferia, assim como não é fácil se Daniela Henning. Mas ser João Wainer deve ser motivo de honra e orgulho. Ele se coloca num ponto intermediário entre o leitor/espectador e a cena. As suas fotos do protesto dos motoboys são dignas de prêmio.

O que me derruba, e já enviei o link para metade das poucas pessoas que habitam esse anecúmeno coração, é O Camisa Cinco.

Sentei na calçada e lembrei daquele camisa 5 correndo atrás da bola. Não o conhecia, não sabia seu nome, porque estava preso nem a quantos anos foi condenado. Não quis saber. Sabia apenas que aprontou alguma e foi punido. Aquele volante raçudo era bom de bola e peça importante no time, tanto que esperaram o campeonato acabar pra manda-lo embora pro inferno.


Choro, choro, e não só pelo raçudo camisa cinco, mas choro pelo João, que bifurcou pelo outro lado na mesma encruzilhada que eu, que segui pelo outro — e jamais isso seria uma crítica: é uma admissão da MINHA falha. Preparando o material do projeto de formtura, que seria sobre fotojornalismo, me deparei por dias a fio com um trecho de sabe-D*us-quem, que dizia algo mais ou menos assim, sobre fotografia de guerra: "Me emociono, mas não posso chorar, porque as lágrimas impedem que eu faça o foco adequado".

Não sei quantas vezes o João perdeu o foco, e penso que muitas, mas ele tem colhões. Ele tem a rara capacidade de associar sua visão crítica com as fotos objetivas (e existe objetividade quando um humano é quem documenta os fatos?). Pra mim, ele é o olho que norteia, que acerta o prumo, que me devolve a realidade quando tudo começa a ficar pollyanament rosa. É o chacoalhão que eu preciso para aterrar. O prazer agridoce das minhas madrugadas.

Corrente das 3 mentiras

Desafio do Moço, link ao lado, tenho que dizer aqui 9 coisas sobre mim, das quais 3 sejam mentiras:

.Eu entrevistei Almo*dovar no carnaval da Bahia
.Eu fui grávida a um leprosário
.Eu ensinei G*al C*osta a cantar errado o Hino do Bomfim
.Eu acertei a lata no primeiro tiro que dei na vida.
.Eu chamei um PM da Choque para a briga
.Eu andei na prancha de caixões de um carro funerário
.Eu ganhei corrida de galope a cavalo
.Eu fiz desmaiar um ladrão que tentou me assaltar
.Eu quebrei dedo surfando

Era pra recomendar a nove pessoas, mas como o Moço quebrou as regras, quebro também: recomendo ao leitor possuidor de um blog que diga nove itens sobre si mesmo, e que me avise aqui nos comments.

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Não há dinheiro no mundo que pague o desrespeito.

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Acendi um incenso, conversei com meus protetores, com minhas santas, com D*us, com o Universo. Força, preciso de muita força par aguentar esta maré que me afoga, para suportar a dor que me envolve, para continuar a caminhar com paz e serenidade.

Está muito, muito difícil.

Domingo, Fevereiro 22, 2009

Terapia de compras

Eu moro sozinha com a minha filha, sustento a nós duas até que bem. Mas não é fácil, já que freelance não tem rotina financeira: dia tem, dia não tem — principalmente eu, que não trabalho com gente notoriamente mau caráter. Não dá pra grandes luxos. roupas vem de brechós, promoções, bancas de supermercado (e quem foi gordo sabe da alegria de comprar roupa em bancões de mercado). Sapatos... Ai, meu D*us, estou bem desfalcada, mas ainda assim feliz com meus pisantes.

Aí vamos nós. Não estou feliz. Não, na verdade, estou bem triste. Tudo, tudo se atropela na minha cabeça: vida pessoal, vida profissional, tudo, absolutamente tudo está embaralhado. Aí, na primeira folga que tive em semanas, dormi que nem cobra que comeu o boi. Acordei, dormi, acordei de novo, e dormi vezes sem conta. Saudade bateu fundo, e pelo menos uma já estava para se resolver: a Lourinha chegou!

Vamos ver trios, vai a maãe explicar o que são blimps, leds, publicidade, mostrar logomarcas. Sim, eu sou sem noção. Mas o que me ardia por dentro era o impulso de comprar.

— Mercado, filha?

Vamos, vamos!

Saldo: um pack de latões de Skol, um de coca Zero, salsichas, queijo parmesão ralado, molho pronto pra strogonoff, batata palha e um pacote de Doritos (porque o outro comprei pra ele há três dias, e tendo sua energia, um abraço, a mim não pertence mais).

Resultdo: o mesmo vazio, a mesma sensação de não pertencer, ainda uma angústia que não encontra palavras para andar de braços dados.

Mas passa. Agora, vai passar. Não vou me reduzir a pó, não vou me abaixar demais, não vou nada. Conheço o meu valor como profissional, como mulher de alguém, como pessoa, e nada do que sou me autoriza a voltar atrás das decisões tomadas — por mim e por outrem.

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Dando tudo certo, em quinze dias estou na terra do Moço para o seu aniversário, e em 30, no Rio.

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E Vanessa da Matta insiste em canta "Nossa Canção".

Não há mais "nosssa" canção, minha nega. Há as minhas. E já não te bastam?

Pra mim, quase acabou (o carnaval... o carnaval)

São 03:40 da manhã, acordei agora, abri uma lata de cerveja, e a Vanessa da Matta diz que essa é a nossa canção, e que vai cantá-la seja onde for, para nunca esquecer o nosso amor.

É, nega, vai ficar rouca.

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Sim, ACORDEI agora. Depois de começar a trabalhar lá pelas quatro (da manhã, claro), não parei mais. Sob o sol (e o céu) que nos protege, passei o dia assando, subindo e descendo de carro de apoio, gritando com fornecedor malemolente, brigando com gente abusada, guiando os Buscapé por Beverly Hills (leia-se conduzindo pela cidade motoristas caipiras para fazer o curso de direção de trio no Quartel dos Aflitos).

Botei o bloco na rua (literalmente), e vim em casa tomar um banho. Ia encontrar o bloco lá pelo Espanhol, terminar o percurso em cima do carro de apoio, e voltar para pegar Yves Larock e depois Camarote Andante. É, domingo é folga.

Quem disse que eu consegui? Só consegui ouvir os dois "boa-noite" do Jornal Nacional: início e fim. Apaguei, acordei no final, tomei banho meio trôpega e capotei. Aí acordei com um silêncio... Um vazio... Faltavam tantas coisas, dentro e fora de mim, mas cá fora faltavam gritos e/ou barulho de ônibus.

Cheguei a cogitar entrar na roupinha mais linda e sair para flanar com o vento. Aí fui ver a programação dos trios, e a essas alturas, só se eu tivesse um helicóptero pegaria a última música de Nikima. Então... cerveja, né?

Tenho duas latinhas, uns cigarros, insônia e tempo livre. Nem me lembro da última vez em que não precisei ajustar o despertador. Por um dia, que seja, vou ser dona do meu tempo.

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Eu tenho muita sorte de ter os parceiros de trabalho que tenho. Talvez os de todo dia, mas com certeza, os que que chegaram no momento da crise técnica, quando a vaca caminhava a passos largos para o brejo, é que apareceram os melhores.

São pessoas que, independendo do que virá em março, serão queridas para sempre. Na necessidade é que a gente mede caráter, e "fala que eu te escuto", que tanto ouvi hoje, resume muito bem a minha relação com os meninos.

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Bateu sono. Meu player de mp3 tem vida próproa e já me deu várias broncas e terminou com Conselho:

Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal
Que agindo assim será vital para o seu coração
É que em cada experiência se aprende uma lição
Eu já sofri por amar assim
Me dediquei mas foi tudo em vão

Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame com toda força e ardor



Alguém dá mais?

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Carnaval

Eu sei, eu sei, Beanes... Mas...

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Alguém tem um carro de apoio vistoriado pra me emprestar? Devolvo depois de amanhã.

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Nos anos anteriores, fiz força pra não ver nenhum abadá. Este ano, estou virando cabeça pra ver todos, e só confirmar que o nosso vai ganhar prêmios esse ano.

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Primeiro carnaval na casa nova, que é na boca do circuito Barra-Ondina. Alguma coisa me diz que vou morrer de saudade do barulho dos ônibus...

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Hermética

Às vezes eu acho que eu — e a Doce M., vamos combinar — sou a única que tenho a mente criminosa.

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Uma lata de cerveja, amendoim japonês, minha casa e cigarros. Ah, se não fosse carnaval...

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Projeto "Clínica Velhinho Feliz" 2009: Fisioterapia na cabeça!

Que merda de profissão é essa que nos obriga a ficar longe dos que mais amamos nos dias em que eles precisam? Que merda de profissão é essa em que o meu amor fica doente, e eu ainda tenho que ter cabeça para grama sintética, bomba d'água, plotagem, quando o pensamento é todo nele, nas suas pintinhas das costas, na sua febre, no seu cheiro? Que merda de profissão é essa, que me obriga a torrar embaixo do sol, num local insalubre, quando tudo o que eu queria era estar como enfermeira dele? Que merda de profissão é essa que faz minha filha sair chorando de casa, enquanto rumo ao parque onde estou concentrada, quase me fazendo chorar — eu já sensível, confusa, cansada, com lágrimas fáceis e calafrios? Que merda de profissão é essa que nos obriga a trabalhar todas as vezes em que os outros estão se divertindo? Que merda de profissão é essa que transforma colegas de trabalho em pessoas mais íntimas do que nossa própria família?

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Sobre não ter idéia da troca que fez...

Alguém se lembra do programa do Silvio Santos, o Domingo no Parque?

— Você quer trocar um avião por um cadarço q a vaca lambeu?
— Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!


Eu acabo de trocar 6 par leds (???) e 6 calhas brut (???) por 2 atomic 3 mil (???).

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Eu ia participar de uma promoção para ganhar quatro dias de viagem marítima. Raramente eu me empolgo para participar de promoções na hora, ou tenho criatividade para aquele momento.

Desta vez eu tive. Fiz o textinho bonitinho, engraçadinho, pronto para ganhar. Aí resolvi ler o regulamento.

1. A viagem começa e termina em SP, e a promoção não paga as nossas passagens (claro que o administrador do meu passe ia, vou fazer o que sozinha numa viagem romântica?).
Bom, isso não mata. Emagrece (porque eu tiraria do dinheiro do feijão, mas e daí?), mas não mata.

2. Viagem começa numa quinta, termina num domingo.
Massa, mal comecei a trabalhar, nem sei meu destino, e já peço folga para a vadiagem malemolente (/jacaré banguela)

3. O cruzeiro é animado pelo pai e pelo tio da W*anessa Camargo.

Fechei a janela da promoção. Tudo na vida tem um limite.

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Adrenalina comendo no centro. Hoje começa o carnaval pra mim. Timbabeats. Amanhã sai bloco. Sexta e sábado sai bloco. Terça sai bloco. Quarta sai bloco.

Quinta sai meu enterro.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Ai, ai, Daniela...

Me perdoem, meus três leitores fiéis: fiz um post todo engraçadinho no trabalho (no dia em que mais resolvi pepinos, uma prova de que trabalhar sob pressão é a minha praia), mas esqueci o pen drive no Lentium I que com tão boa vontade me atende. Amanhã eu posto.

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Humor bombando!!!

Minhas previsões do horóscopo diziam que hoje eu seria notabilizada pela segurança profissional, e que algumas decisões me seriam empurradas com base nessa mulher segura que o mundo estaria enxergando.

Rapaz, eu vou beijar Alexei! As notícias se atropelam na minha porta, e consequentemente o humor melhorou horrores, a disposição atingiu níveis anfetamínicos, e quero é mais trabalho!

Humor moderado

Não estou mais cuspindo marimbodo, nem possída pela ira titânica, nem tão stressada. Almocei com a minha Lourinha, e isso diminuiu deveras a escala de irritação.

Prevejo melhorias substanciais até o final do dia, e uma cerveja mega gelada ao nascer da lua, neste que aparentemente é meu último dia de alguma paz antes de 02 de março.

E se telefonema inesperado faz feliz, cerveja gelada faz mais ainda.

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Sobre CapCom

A melhor coisa que eu fiz foi não ir. Nunca vi tantos espíritos dos Natais passados no mesmo lugar!

Mas eu queria tanto, tanto ter ido, mas tanto...

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Mulher é um bicho idiota, viu?

Mau humor

Perguntas idiotas, pessoas frustrantes, situaçõe-limite, promessas não cumpridas. Sono, saudade, irritação, mágoa, stress, raiva. A cara cheia de espinhas. Sapatos machucando os pés.

Jogue por cima de tudo a maior vontade de fumar nunca antes vista.

Alguém aí vai dizer olá para a minha manhã?

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Eu não sou a única que disca 10 dígitos e insiste, achando que é telefone — e no meu caso, eu estava ligando para um RG, e puta da vida porque ele não completava a ligação.

Diferença: eu descubro sozinha e não atrapalho ninguém.

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Até o meu amado toque de celular, um incidentalzinho com cara mexicana, está-me irritando.

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A parte boa é que é aniversário da minha Lourinha, e que vou levá-la pra um restaurante japonês para o almoço, e vou enchê-la de beijos, e voltar para o trabalho flanando, para receber somente boas notícias pela tarde.

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Sim, é só mau humor, mesmo, porque o trabalho está andando, e se a vida pessoal anda enrolada, telefonema inesperado faz feliz.